Ultimamente, o e-commerce brasileiro tem passado por um grande crescimento. Segundo uma pesquisa feita pela e-bit, empresa de análise de informações do varejo on-line, a área alcançou um faturamento de R$ 18,7 bilhões em 2011, valor 26% superior a 2010 e acrescentou durante o ano 9 milhões de novos consumidores, 61% deles provenientes da classe C, que chegaram com sede nas lojas virtuais devido ao aumento do acesso à banda larga e o crescimento do poder aquisitivo. Visando as boas ofertas e com maior poder de negociação, esses últimos consumidores descobriram a facilidade, o conforto e as vantagens, incluindo os melhores preços de comprar pela web. No entanto, essa rápida evolução do comércio eletrônico e de novos modelos de negócios, como as compras coletivas, que resultaram em 20,49 milhões de pedidos e um faturamento de 1,6 bilhão, poderão ser travados por uma ferramenta que inaugurou a indústria da internet em seus primórdios, no ano 2000: o e-mail.
A e-bit espera um aumento de 25% esse ano no e-commerce brasileiro, o que representará um faturamento de R$ 23,4 bilhões. Isso poderia ser superado se os varejistas se dedicassem aos seus programas de e-mail marketing, que são fundamentais na estratégia de geração de leads e para atrair consumidores. Todavia, ao que tudo indica, os lojistas virtuais brasileiros ainda terão de empreender grandes esforços para transformar o e-mail numa poderosa ferramenta para promoção de seus produtos e serviços. De acordo com o Estudo Global de Entregabilidade de E-mail – 2º semestre 2011, realizado pela Return Path, somente 64,5% dos e-mails comerciais chegaram às caixas de entrada dos brasileiros na segunda metade de 2011.
Do total dos e-mails trafegados no país, 22,4% foram direcionados para pasta de spam ou para o lixo, e 13,1% foram bloqueados pelos provedores (ISPs). O estudo concluiu que a média mundial de entrega de mensagens foi de 76,5%, colocando o Brasil entre os países com os índices mais baixos de entregabilidade. O nosso país ficou abaixo, por exemplo, da Ásia-Pacífico, região com o pior índice que registrou 66,5% de e-mails chegando na caixa de entrada.

Em análise por setores da economia, a indústria de Games foi a que demonstrou o pior índice de entrega de e-mails no Brasil (somente 40,1 %), seguida da Saúde (68,6%), Telecomunicações (76,9%), Varejo (79,4%), Redes Sociais (87,4%) e Bancos (98,4%). Os dados mostram que o cenário mundial também não apresentou resultados positivos. Historicamente, as taxas globais de entrega dos e-mails foram de aproximadamente 80%, com uma em cada cinco mensagens sendo direcionadas para pasta de spam ou bloqueadas. Percebe-se com o estudo que, pela primeira vez em três anos, houve uma queda de 6% no segundo semestre do ano passado, trazendo a média mundial para 76,5% contra 81% no primeiro semestre de 2011, a pior já registrada desde que a companhia iniciou o estudo.
A quantidade de e-mails encaminhados para a pasta de spam foi recorde no segundo semestre: chegou a 8,4% e as mensagens não entregues ou bloqueadas pelos filtros de provedores chegou a 15,1%, um índice 20% menor do que os seis primeiros meses do ano.
As dificuldades que os profissionais de marketing enfrentam em melhorar as performances de suas campanhas de e-mail marketing estão diretamente ligadas com a não adoção das melhores práticas para envio de mensagens, o que beneficiaria consideravelmente a reputação dos remetentes e, obviamente, incrementaria as taxas de entrega.
Uma eclosão no número de mensagens eletrônicas vem acompanhando o avanço do comércio eletrônico, o que leva os provedores a se tornarem cada vez mais exigentes para liberar suas barreiras. Esse é o grande desafio do varejo virtual nesse cenário. Para vencer, é preciso cuidar muito bem da sua reputação.
Fonte: ecommercenews